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Guaburiti, Guaramirim ou Cambucá-peixoto - Plinia rivularis, Eugenia rivularis, Myrciaria rivularis

O Guaburiti (Plinia rivularis) é uma árvore da família Myrtaceae.

Características

Árvore perenifólia, heliófita até mesófita, espécie secundária endêmica da floresta pluvial Atlântica, espécie de rara ocorrência. Sua altura atinge até 15 m. Tronco curto e muito ramificado, de 25-40 cm de diâmetro, com casca rugosa e clara. Folhas simples, opostas, cartáceas, glabras (pubérulas sobra as nervuras), tenuamente reticuladas, de 3-6 cm de comprimento por 1-2 cm de largura, sobre pecíolo de 6-10 mm. Inflorescências em rácemos 1-2 seriados, axilares com flores brancas. Delicioso fruto esférico, medindo 2 cm de diâmetro, de casca avermelhada a negra (quando completamente madura) e polpa translúcida e aquosa, algo semelhante à jabuticaba (sua parente próxima). A árvore tem copa muito densa e arredondada, em tudo lembrando uma jabuticabeira. Uma característica marcante é a folhagem nova róseo-avermelhada, muito atraente. Seus frutos são comestíveis, e muito consumidos pela avifauna. O guaburiti é excelente para consumo ao natural, assim como para todos os outros empregos da jabuticaba. A árvore é extremamente ornamental, principalmente ao emitir folhas jovens, merecendo ser aproveitada no paisagismo brasileiro.

Época de frutificação e florada

Floresce em épocas variadas durante o ano, porém predominado nos meses de fevereiro-abril. Os frutos amadurecem principalmente de agosto a setembro.

Cultivo

Aprecia solos com boa capacidade de reter umidade, ricos em húmus. Pode ser cultivada a pleno sol ou meia-sombra. Adapta-se bem tanto a climas tropicais quanto a subtropicais.

Aves mais atraídas pela planta

Jacús, sabiás, saíras, sanhaços, tucanos, surucuás…

Ocorrência natural

Cresce nas matas de galeria do norte no Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai. Nativa da Mata Atlântica, no Brasil. Típica de zona ripária crescendo no litoral do Sul e Sudeste. Ocorre no Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo na Floresta Ombrófila Densa e na Floresta Estacional Semidecidua. Trata-se de uma espécie nativa da bacia do rio Paraná com ampla distribuição, porém não muito abundante, sendo comum em matas de galeria. Observações: O epíteto “rivularis” significa “dos rios” em latim, fazendo referência ao local onde foi encontrada pela primeira vez.

Referências